Projeção indica vitórias cruciais de Obama em Ohio e Pensilvânia

Projeções da BBC indicam que o senador democrata Barack Obama conquistou vitórias em Ohio e na Pensilvânia, Estados considerados decisivos na eleição presidencial americana, além de 16 outros Estados.
Se os resultados se confirmarem, Obama estaria na frente na contagem de votos no Colégio Eleitoral que definirá o presidente com 207 votos, contra 135 para o republicano John McCain. Para garantir a Presidência, é preciso ter 270 votos.

Além de Ohio e Pensilvânia, o candidato democrata está na frente em Michigan, Minnesota, Rhode Island, Wisconsin, Connecticut, Maryland, Massachusetts, Maine, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Delaware, Illinois, Iowa, New Hampshire e Vermont, além do Distrito de Columbia, onde fica a capital americana, Washington.

McCain teria ganhado em 15 Estados: Alabama, Arkansas, Tennessee, Oklahoma, Carolina do Sul, Kansas, Dakota do Norte, Kentucky, Geórgia, Louisiana, Virgínia Ocidental, Texas, Mississippi, Utah e Wyoming.

As vitórias na Pensilvânia e em Ohio são consideradas importantes para Obama porque esses são Estados-chave em que não há uma tendência clara de voto nos democratas ou nos republicanos.

O democrata e McCain dedicaram muito tempo de campanha a esses Estados nos últimos meses.

As projeções da BBC foram feitas com base na apuração parcial e em pesquisas de boca-de-urna.

Outros Estados - Colorado, Indiana, Virgínia, Carolina do Norte, Flórida, Missouri, Arizona, Louisiana, Nebraska, Dakota do Sul e Texas – também já encerraram as eleições, mas ainda não há projeções disponíveis.

Estados decisivos

Cinco desses Estados - Virgínia, Indiana, Carolina do Norte, Missouri e Flórida - são considerados decisivos.

Virgínia há anos é um Estado que elege presidentes republicanos, mas neste ano as mais recentes pesquisas indicam uma vantagem de Obama.

Em Indiana, Carolina do Norte, Missouri e Flórida os últimos levantamentos indicam que a situação está indefinida, e os dois candidatos investiram muito tempo de campanha no Estado nas últimas semanas.

Todas as indicações são de que as eleições tiveram um comparecimento recorde dos eleitores às urnas, num país em que o voto não é obrigatório.


Assista à reportagem

Vários Estados considerados cruciais nesta eleição – entre eles Ohio e Missouri – informaram que houve um alto comparecimento e houve longas filas do lado de fora de centros de votação durante o dia.

A expectativa era de que 130 milhões de americanos votassem. Se o número se confirmar, esta terá sido o pleito americano com maior participação de eleitores desde 1960.

Mobilização

O correspondente da BBC em Washington Steve Schifferes diz que a capacidade de mobilização dos candidatos pode determinar o vencedor nas eleições nos Estados Unidos.

Em 2004, os republicanos conseguiram mobilizar mais seus partidários do que os democratas.

Especialista em comparecimento nas urnas do Centro de Estudo do Eleitorado Americano, Curtis Gans estima que "se o número de votos for alto este ano, o grande beneficiário serão certamente Obama e os democratas".

As autoridades no Missouri – um Estado que há anos costuma eleger o candidato que no final acaba conquistando a Casa Branca – informaram que o comparecimento foi “sem precedentes”.

Em Ohio, a expectativa era de que 80% dos inscritos fossem às urnas.

Voto dos candidatos

Obama votou pela manhã, acompanhado da família, em Chicago, no Estado de Illinois, pelo qual é senador. McCain e a mulher, Cindy, votaram em Phoenix, no Arizona.

A companheira de chapa de McCain, Sarah Palin, votou em sua cidade, Wasilla, no Alasca, e disse que pretende acordar na manhã de quarta-feira como vice-presidente eleita dos Estados Unidos.

Os dois candidatos deverão aguardar os resultados nos Estados que representam no Senado (Obama em Illinois, McCain no Arizona).

A última pesquisa da CNN/Opinion Research Corporation sugere que McCain está sete pontos atrás de Obama.

A pesquisa Reuters/C-Span/Zogby divulgada nesta terça-feira coloca Obama 11 pontos à frente de McCain, com 54% contra 43%.

As pesquisas indicam que a disputa está mais acirrada em seis Estados: Flórida, Indiana, Missouri, Carolina do Norte, Nevada e Ohio.

Os dois candidatos mobilizaram milhares de voluntários para fazer chamadas telefônicas, distribuir propaganda e fazer campanha de porta em porta.

Racismo e novos eleitores

Além de votar para presidente, os americanos vão votar em novos congressistas e, em alguns Estados, escolher um novo governador e opinar em referendos.

Para ser eleito, um candidato precisará obter nesta terça-feira o "número mágico" de pelo menos 270 dos 538 delegados do colégio eleitoral. A cada vitória estadual, os delegados são distribuídos ao candidato que obtiver mais votos.

Embora as pesquisas apontem o favoritismo de Obama, muitos fatores poderiam explicar uma surpresa republicana nesta terça-feira.

Entre eles está o fato de Obama ser negro e se isso influenciará os eleitores; se os milhares de novos eleitores registrados irão de fato comparecer às urnas; e o "efeito Palin" – se a vice de McCain, Sarah Palin, vai empolgar ou afastar o eleitorado.

Segundo o instituto Centre for Responsive Politics, a campanha presidencial deste ano foi a mais cara da história dos Estados Unidos, com um custo calculado em US$ 2,4 bilhões.

Nenhum comentário: