EDITORIAL: Ministro criticado

Em nota oficial, divulgada nesta quarta feira, 24, a Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe, discorda das afirmações feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que, ao participar de sabatina promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo”, disse que, ao ser decretada, pela segunda vez, a prisão do banqueiro Daniel Dantas, houve uma tentativa de desmoralizar-se o Supremo Tribunal Federal e que (sic) “houve uma reunião de juízes que intimidaram os desembargadores a não conceder habeas corpus”.

Segundo a Ajufe, “ essas afirmações são desrespeitosas aos juízes de primeiro grau de São Paulo, aos desembargadores do Tribunal Regional Federal da Terceira Região e também a um ministro do Supremo Tribunal Federal.”

A nota contesta a afirmação feita por Gilmar Mendes, de que juízes se reuniram e intimidaram desembargadores a não conceder habeas corpus. “ A afirmação não só é desrespeitosa, mas também ofensiva. Em primeiro lugar porque atribui a juízes um poder que não possuem, o de intimidar membros de tribunal. Em segundo lugar porque diminui a capacidade de discernimento dos membros do tribunal, que estariam sujeitos a (sic) “intimidação” por parte de juízes”

Por fim, a Associação dos Juizes Federais do Brasil faz uso de uma expressão muito dura, em relação a entrevista do presidente do STF a Folha de S. Paulo : “ Não é esta a hora para tratar do tema da reunião, mas em nenhum momento, repita-se, em nenhum momento, qualquer juiz tentou intimidar qualquer desembargador. É leviano afirmar o contrário”.

Um comentário:

Marco Aurélio disse...

Li a nota na íntegra e acho que os Juizes resolveram se rebelar contra o parcialismo de Gilmar Mendes.

Alias pipocam em vários setores críticas duras pela atuação desastrada de GM.
Ele,que devia dar o exemplo, é suspeito de ter armado uma farsa com a revista Veja sobre "supostos" grampos dele com Demostenes Torres.

Enrolado, acusado de ser cumplice neste "montagem" Gilmar não apresentou o audio e agora admite que pode ter se equivocado.