Álvaro Cornélio da Silva: “Foi uma pessoa que soube se tornar notável”

O professor Álvaro Cornélio da Silva freqüentou por 40 anos as salas de aulas de diversas escolas de Joinville. É lembrado por alunos e colegas como uma pessoa querida. Lecionava a matéria de Língua Portuguesa e por isso incentivava à leitura para todos os estudantes. Era um apaixonado por poesia.

Militante político, Álvaro participou da história do PP (Partido Progressista) de Joinville. Carmelina Barjona sempre lembra as palavras dele. "Política se ganha no corpo-a-corpo. Tem que estar próximo da comunidade e saber os problemas das pessoas", dizia. E aconselhava aos candidatos: "Não faça política de gabinete". Em época de eleições, lá ia ele na rua com sua bicicleta para conversar com as pessoas.

A "bicicletinha" do professor Álvaro sempre é citada em todas as escolas em que trabalhou. Era assim também quando dava aulas no colégio Bom Jesus, entre os anos 1978 e 1985.

Carmelina lembra que foi difícil fazer Álvaro parar de dar aulas. "Ele queria fazer os alunos gostarem de estudar", comenta. O professor teve duas carreiras como educador do Governo Estadual. Ele se aposentou e fez novo concurso público. Mas foi obrigado a se afastar aos 60 anos.
Um dos lemas do professor era trazer a família para escola. Ele sempre dizia que isto ajudava na educação. "Ele entendia os problemas das pessoas", lembra Carmelina.

O coronel Lourival de Souza, ex-presidente do PP, destaca que Álvaro era uma pessoa de fácil diálogo. "Foi uma pessoa que soube se tornar notável", lembra o companheiro de partido.
Lourival conta que foi no velório e todos os amigos estavam lá, dando força num momento de dor. "Foi gratificante tê-lo conhecido", diz.

Pelos filhos, Álvaro era visto como um pai zeloso, organizado e detalhista. Gostava de viajar e de falar sobre política. Lia jornais e gostava de ficar informado sobre tudo.

Ele veio do sítio, trabalhou e fez curso superior em Língua Portuguesa. Além disto, gostava de falar alemão e buscou compreender melhor esta cultura. Colecionava CDs e fitas de marchinhas alemãs.

Não perdia as apresentações de 7 de setembro. Quando estava em recuperação no hospital, chegou a comentar que desta vez não veria o desfile cívico. No entanto, o evento não foi realizado.

Álvaro Cornélio da Silva nasceu em 31 de março de 1937 e faleceu no dia 7 de setembro, no hospital da Unimed. Deixou cinco filhos, oito netos, muitos amigos e milhares de alunos.
Será lembrado com saudades por todos que um dia conviveram com o pai, amigo, partidário e professor!

5 comentários:

Maria José Cunha Francisco disse...

SEM PALAVRAS...FOI UM MESTRE... UMA AMIGO... UM HOMEM HUMILDE... UM SÁBIO... UM DOS POUCOS QUE AINDA ACREDITAVAM NA EDUCAÇÃO, APESAR DOS POLÍTICOS...ADEUS...SUA VIDA VALEU... SAUDADES ETERNAS!!!!

Anônimo disse...

Cara gente boa tive aula com no celso ramos, claro que eu nao um alunos exemplares mas bem que ele tentou eehheh, ele era uma otima pessoa, tem que botar o nome dele em um colegio pra sempre ser lembrado...

Rogério Giessel disse...

Quando se perde alguém que sempre incentivou a leitura, a cultura também perde.

Luiz Aurélio disse...

Fui aluno do professor Álvaro no Rui Barbosa, e lembro com carinho de suas aulas. Estudei junto com dois de seus filhos, o Jucélio e o Álvaro.
(Luiz Aurélio Mendes)

Mauricio disse...

fui aluno do professor alvaro , foi um mestre era um dos poucos educadores que dava valor a educação nesse nosso país, e na nossa cidade.......adeus.......saudades!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!