GUANABARA: Bairro é desprezado por Carlito

Dinilson Vieira
dinilson@gazetadejoinville.com.br

Mesmo sendo morador há 29 anos de apartamento no residencial Guanabara, o prefeito Carlito Merss (PT) foi alvo recente de dura crítica no bairro homônimo. “Não queremos nos indispor com a Prefeitura e nem com o prefeito, mas geralmente nossos pedidos não têm sido atendidos. Na administração anterior era diferente”, desabafou Osmar Domingos Cardoso, o Mazico, que falou em seu nome, no de sua esposa Matilde Cardoso e no de outros 20 membros da diretoria da Associação de Moradores do Guanabara, uma das regiões mais antigas de Joinville, com quase 10 mil habitantes e situada entre o Bucarein, Floresta, Itaum, Fátima e Boa Vista, na região sul da cidade.

O Guanabara é praticamente uma ilha dentro da cidade: sua linha limítrofe que o separa da vizinhança começa na confluência dos rios Cachoeira e Itaum, segue até a rua Florianópolis, depois pelo rio Bucarein e deste, até o ponto inicial, o Cachoeira – bacia da região central do qual faz parte. Também é endereço de três sítios arqueológicos pré-coloniais, conhecidos como sambaquis: o do Morro do Ouro, o Guanabara I e o Guanabara II.

O Guanabara é formado por 88 ruas, que totalizam 36.192 metros de extensão. Destes, 15.204 metros são asfaltados e incluem vias como a Guanabara, Graciosa, Florianópolis e Teresópolis. Outros 9.582 metros são conservados com outros tipos de pavimento e os demais 11.406 metros, mantidos em saibro.

Vice-presidente da associação de moradores, Mazico aponta como uma prova de desprezo da atual administração aos anseios do bairro a não conclusão do asfalto da Rua Nacar, via que serve de itinerário de uma das linhas de ônibus que faz a ligação com o Terminal do Guanabara. “Há anos esperamos a pavimentação dessa rua e tínhamos esperança que a obra saísse em 2009. A Secretaria Regional do Itaum (unidade administrativa municipal que cuida do Guanabara) não nos dá qualquer resposta”.

O descontentamento com a administração Carlito também é grande nas ruas Taubaté, Guilhon Ribeiro, Maria Correia Breneisen, Santo Agostinho, Augusto Richilin, Geraldo Pereira Lima, Aquidauana, Crispim Mira, Patrício Maia, Sidnei Costa dos Santos, Lucia Lopes, Esteves Junior, Acarai e Osvaldo Schmidt, todas sem asfalto ou com a pavimentação incompleta.

“Estamos indignados com a espera e a resposta da Secretaria do Itaum é sempre cheia de evasivas”, afirma Domingos. Morador da Rua Eleotério Maia, que tem um trecho sem asfalto, o aposentado Laércio Otavio dos Santos, 69 anos, espera viver para ver a obra concluída. “É difícil, mas tenho esperança”, diz Laércio.

O secretário regional do Itaum, Manoel de Medeiros Machado, negou que o diálogo com a comunidade do bairro esteja prejudicado. “Jamais vou trancar a porta para associações de moradores. Agora, é complicado limpar terrenos de sedes de associações”, disse Manoel.

Lixo e entulho em calçada de sambaqui

Lixo orgânico e reciclável, além de restos de material de construção são despejados ilegalmente em calçadas do bairro Guanabara, preocupando a vizinhança. Esse é um dos problemas mais crônicos do bairro, segundo a Associação de Moradores.

Um exemplo do descaso foi confirmado pela reportagem na calçada que cerca o sambaqui existente nos fundos da escola municipal Dr. Jorge Lacerda, na Rua Araguaia. “Já telefonei pelo menos 10 vezes para a Secretaria Regional do Itaum limpar a área e a providência não foi tomada”, afirmou Daniel Batista, morador vizinho ao sambaqui.

De acordo com o secretário Manoel de Medeiros, áreas de sambaquis recebem limpeza regulares, mas a situação é delicada porque o serviço é executado num dia e na manhã seguinte os locais já estão sujos de novo. O Guanabara possui ainda os sambaquis da Ponte do Trabalhador e da Rua Teresópolis, que, segundo moradores, também estão abandonados.

O bairro tem 99% de seu território abastecido por água e eletricidade, enquanto 28,95% dos domicílios têm rede coletora de esgoto, que não recebe tratamento. Mas há locais onde a água é insuficiente, como é o caso da Rua Esteves Junior. Segundo reclamações, o tubo de 32 milímetros de diâmetro seria incompatível com a demanda.

3 comentários:

bruna disse...

o comentario do vice presidente da associasao de moradores esta correta eu estudo no colègio Dr. Jorge Lacerda e sempre que vamos faser uma aula de campo em volta dos sambaquis sempre vemos lixos e entulhos jogados ali, isso q eu estudo de manha . ja soube que algumas criancas ja foram atropeladas por falta de area de passei nos sambaquis . ass: Bruna!

Claudionir disse...

Fiquei 12 anos vendo o rio que passa na minha sem ter uma dragagem sequer. Passou o Sr. Luiz Henrique e a maldita gestão Tebaldi que só robou da prefeitura de Joinville chegando a pagar
R$5,50 por um pão frances para ser usado na merenda. Assim que o atual prefeito assumiu o rio foi dragado. Resultado? Entre 2008 e janeiro de 2009 foram 7 enchentes em minha residência. Após a dragagem, mesmo com tanta chuva, nem na rua chegou água... Essa matéria está parecendo matéria política!!! Como tantas nesse jornal!!!

Anônimo disse...

Uma coisa é certa até pra ser um mal administrador tem que ter competência, e nesse quesito o Tebaldi é Mestre. A situação em Joinville tá tão caótica que tem muita gente que no desespero sente falta até do Tebaldi, Os politicos estão acima da Lei, vejam o Caso do Nilson Gonçalves, dizer que o cara que assaltou o bar tinha que ser preso mesmo é fáçil, e pelo jeito é mais fácil ainda agir como se nada tivesse acontecido, Roubar a Saúde não é crime, mesmo que haja prova, crime foi ele ter sido condenado. Como condenar um politico que foi eleito pra virar santo com o seu trabalho social em favor dos menos favorecidos de Joinville, Com certeza esse nobre deputado vai ser canonizado, afinal o homem além de estar acima da lei é um SANTO.
Será que o Nilson Gonçalves vai fazer campanha dizendo que vai trabalhar pela Saúde Pública de Joinville.