da redação
redacao@gazetadejoinville.com.br
Há duas semanas, o deputado Kennedy Nunes (PP) reacendeu a discussão por uma tarifa de transporte coletivo mais barata para Joinville ao espalhar outdoors pelos quatro cantos da cidade. Kennedy cobra do prefeito Carlito Merss o acordo que os dois tinham de usar a verba do gabinete do executivo para subsidiar as passagens de ônibus. Na sexta-feira (22) , foi a vez do vereador Adilson Mariano (PT) entrar na briga ao fazer duras criticas ao comportamento de seu colega petista.
Carta aberta
Mariano divulgou, através de seu site pessoal e da imprensa local uma “Carta Aberta” ao prefeito Carlito Merss em que o parlamentar demonstra sua indignação com o aumento concedido às passagens de ônibus e principalmente com a recente suspensão da gratuidade de idosos de 60 a 64 anos.
Adilson Mariano foi o autor da lei que definiu o benefício, mas viu as empresas concessionárias agirem nos bastidores e conseguirem, na Justiça, derrubar a gratuidade.
Em documento publico o vereador elenca 13 pontos para que, segundo ele, a população possa “refletir” sobre a polêmica em torno do transporte coletivo.
O vereador diz ter feito um grande esforço, através de movimentos sociais e do partido, para que Carlito não concedesse o reajuste pedido pelas empresas, mas não adiantou.
Prefeitos subalternos
O petista afirma que desde 1996, a passagem de ônibus de Joinville subiu mais que o dobro da inflação e acusa os prefeitos que cumpriram mandato neste período (Luis Henrique/PMDB), Marco Tebaldi/PSDB) e o atual Carlito Merss) de serem “subalternos” das empresas de ônibus. “Há muito tempo Gidion e Transtusa conseguem os aumentos que querem de prefeitos subalternos, prejudicando a população que mais precisa. Até o aumento de maio de 2009, a tarifa havia sido reajustada (somando todos os excessos, desde 1996) 109,2% acima da inflação. Logo, a tarifa deveria ser reduzida e não aumentada.”
Adilson Mariano lembra ainda a falta de fiscalização da prefeitura sobre o sistema de transporte coletivo. “Qual a base para aceitar o valor da tarifa imposto pelas empresas? Os dados da planilha de custos. Mas como aceitar tais dados se há muito tempo praticamente inexistia fiscalização no sistema? Como aceitar os números determinados pelo crivo exclusivo dos interessados no aumento?”, questiona o vereador.
ILEGALIDADES DAS PLANILHAS
Em outro item do documento, o vereador petista alerta para falhas graves nas planilhas produzidas pelas empresas de ônibus e chanceladas pela Prefeitura. “Por que o governo permite que o valor pago pelas indústrias para o transporte especial de seus operários não entre no sistema, mas admite a inclusão do custo desse serviço, considerando o pagamento dos motoristas, combustível e manutenção dos ônibus?”, pergunta Mariano.
Segundo ele: “A integralidade do valor vai para o bolso dos empresários, mas o custo é pago pelos usuários do sistema. O mesmo ocorre com os fretamentos. Se os operários transportados, bem como os usuários dos fretamentos, estivessem incluídos no sistema, aumentaria largamente o índice do IPK (índice de passageiro por quilometro rodado), reduzindo assim o valor da tarifa”, avalia Mariano.
Greve dos servidores da Prefeitura 2011
Há 13 anos